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26/11/2007-Cresce a disputa por talentos nos escritórios

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Valor Econômico
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A expansão vivida pelos escritórios de advocacia no Brasil, que passaram a abrir filiais em outros estados e até fora do país, tem gerado um boom de contratações nunca antes visto. E não são só as grandes bancas de São Paulo que puxam esse movimento, pequenos e médios também estão investindo em novos mercados. Há inclusive muitos escritórios de estados do Nordeste e de Minas Gerais cruzando fronteiras.

 

O Leite, Tosto e Barros, com matriz em São Paulo, investiu pesado em uma nova sede no Rio de Janeiro. Dobrou sua estrutura física - até bem pouco tempo ocupava apenas a metade de um prédio - para comportar a entrada de três novas sócias e 23 advogados nos últimos cinco meses. "Tivemos um aumento na demanda, reflexo do aquecimento de vários setores, principalmente o de petróleo e gás", diz Charles Isidoro Gruenberg, sócio do escritório.

 

A operação em Brasília também recebeu reforço de advogados em 2007. A cidade é considerada estratégica para a maioria dos escritórios de advocacia por concentrar os tribunais superiores e agências regulatórias. A filial do Leite, Tosto e Barros contou com um aumento de 15% no quadro de profissionais.

 

Mas o processo de expansão do Leite, Tosto e Barros não pára por aí. Vôos mais altos foram alçados em abril passado, com a abertura de um escritório em Miami, nos Es tados Unidos, de olho no filão de multinacionais e fundos de investimento que querem desembarcar no Brasil. Gruenberg explica que foram contratados cinco profissionais, dos quais três são advogados - entre eles uma ex-funcionária que já residia no país e foi convidada para comandar a unidade.

 

Outro grande escritório que ampliou suas equipes foi o Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga. Só em São Paulo, no período de setembro de 2006 a setembro de 2007, o número de advogados pulou de 199 para 237. Enquanto na área administrativa o salto foi de 217 para 248 profissionais. Para acompanhar essa expansão, resultado de um crescimento das operações nos últimos meses, a banca vai ocupar os 14 andares - hoje, eles estão em oito andares - do luxuoso prédio em que está instalada a matriz, na região da avenida Paulista, um dos principais centros de negócios do país.

 

"E vamos ter um segundo escritório de apoio em São Paulo", revela o sócio do Mattos Filho, José Eduardo Queiroz. A unidade ficará na avenida Faria Lima, importante centro financeiro da capital paulista. Fora da matriz, o escritório também promoveu mudanças. Depois de quatro anos no Rio de Janeiro, os sócios decidiram ampliar a estrutura na cidade, ocupando dois andares no prédio onde estão. E não é para menos. Passa a abrigar um volume de profissionais 30% maior em relação a dois anos atrás.

 

O próximo passo do Mattos Filho é fincar bandeira no exterior. A previsão é de que em dezembro a filial de Nova York esteja em operação. Um dos sócios do escritório de São Paulo, escolhido por sua experiência internacional e por já lidar com clientes estrangeiros, segue para dirigir o novo escritório. Com ele, mais quatro ou cinco pessoas do Brasil devem compor a equipe local.

 

O Demarest & Almeida já está presente em Nova York há 17 anos, mas este ano teve como foco a expansão em filiais brasileiras. No Rio de Janeiro, mudou de sede para ocupar um espaço maior, de dois andares. Enquanto Recife tornou-se a menina dos olhos. Criada para atender às necessidades de alguns clientes pontuais, a filial ganhou corpo e hoje representa o escritório nas regiões Norte e Nordeste. "O Nordeste é uma das economias que mais cresce no país e gerado uma demanda expressiva pela contratação de serviços jurídicos".

 

Essa estratégia de expandir para outras cidades, no entanto, não tem sido privilégio dos grandes escritórios. Os médios seguem a mesma trilha, como é o caso do Lobo & de Rizzo Advogados. Até o primeiro semestre de 2008 ele pretende abrir filial no Rio com o objetivo de atender a necessidade de seus clientes. "Não podemos ignorar que houve uma descentralização da atividade econômica, antes mais restrita à São Paulo", observa Valdo de Cestari de Rizzo, sócio-fundador do escritório.

 

"Setores como o de agronegócios e o de petróleo têm gerado vários negócios no Rio e as empresas precisam de apoio jurídico", diz. O escritório já estava presente na cidade por meio de advogados alocados em clientes. Com o aumento da demanda, Rizzo afirma que os sócios optaram pela abertura de uma filial, que além da equipe atual de quatro advogados, deve crescer para 10 profissionais. Todos contratados localmente.



          
 

 
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