Page 3 - Por Sinal 37
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CARTA DO CONSELHO

O que esperamos
para 2012
AA edição número 37 da Por Sinal, a primeira deste
                                                    entre 1997 e 2008, o quadro de servidores era
ano, traz como tema principal o velho conhecido     equivalente ao da década anterior.
embate entre o governo e os servidores públicos –
estes, como sempre, responsabilizados pela crise,       Ainda na discussão da crise internacional,
pelo desequilíbrio das contas públicas e risco da   trazemos a experiência da Islândia, que buscou
volta da inflação.                                  um caminho próprio, e que deu certo, punindo
                                                    os bancos responsáveis. Um país que desceu do
    Apesar de o Brasil já ser a sexta economia do   céu ao inferno em apenas uma década, mas está
mundo, à frente do Reino Unido, e a arrecada-       lutando para se reerguer. O segredo? Não permitir
ção de impostos não parar de crescer, o governo     que o governo estatizasse os prejuízos e transfe-
anunciou que não tem dinheiro para cumprir          risse a conta para a população.
os acordos negociados durante o mandato do
presidente Lula e, muito menos, repor as perdas         Entrevistamos o deputado federal Amauri
inflacionárias, que já chegam a 22,8%, reivin-      Teixeira (PT-BA), autor da PEC 147, que estabelece
dicadas pelo funcionalismo federal. Na mesma        os mesmos parâmetros para a remuneração de
matéria, é abordada, novamente, a questão da re-    90,25% do subsídio dos ministros do Supremo
gulamentação da Convenção 151 da Organização        Tribunal Federal (STF) para os auditores-fiscais
Internacional do Trabalho (OIT), imprescindível     da Receita Federal do Brasil e do Trabalho e para o
para normatizar de uma vez as relações de tra-      nível máximo da carreira dos servidores do Banco
balho na administração pública e assegurar ao       Central do Brasil.
servidor público federal os direitos de negociação
coletiva e de greve.                                    No momento em que o governo trava uma ba-
                                                    talha com os bancos para a redução dos juros e do
    Não menos importante, e consoante com a         spread bancários, a Por Sinal discute o assunto em
necessidade de um Estado atuante e regulador,       dois artigos, de autoria de colegas do BC.
apresentamos reportagem sobre a vulnerabilidade
do setor público, tratando da crise nos países eu-      Tratamos, também, de um tema gravíssimo
ropeus e resgatando um debate emblemático para      nos dias de hoje: o assédio moral, especialmente
os economistas: “Qual o tamanho ideal do Estado     entre os bancários, que, se não atingirem as metas
e como sair da beira do abismo?” Vale destacar a    estipuladas pelos bancos, podem ser demitidos.
observação de Marcelo Viana Estevão de Moraes,
ex-secretário de Gestão Pública do Ministério do        Por fim, nossa “Prata da Casa”, desta vez, con-
Planejamento, ao afirmar que o gasto com pessoal    tando a história de Paulo Lino Gonçalves, dire-
no Brasil nunca passou de 5% do PIB e que, apesar   tor-secretário da regional paulista do Sinal, que
de todos os concursos e contratações realizados     ingressou no Banco Central em 1976 e credita ao
                                                    destino o fato de sua vida profissional se confundir
                                                    inteiramente com as atividades sindicais.

                                                        Vamos, então, à leitura.

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