Page 21 - Por Sinal 37
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Alguns dirigentes sindicais não estão preocupados em vencer
as bandeiras. E isso faz parte da mais absurda sobrevivência política!
Querem ficar com a bandeira na mão eternamente, porque só têm
isso. Nós temos tantas coisas para resolver no Brasil que quanto mais
bandeiras a gente solucionar, menos peso vamos carregar.
modifico; se precisar retirar a PEC, retiro, porque quem tem
de conduzir esse processo não sou eu, são essas categorias.
Eu sou um instrumento da vontade das categorias.
Retirar a PEC não é o que o Sinal quer.
Estou colocando claramente que não estou aqui fazendo
uma PEC da minha vaidade, eu estou fazendo uma PEC
para atender aos anseios dos servidores. E estou disposto
a ir até o fim junto com as categorias, orientado por elas. O
parlamentar não pode ter atuação em si, ele atua em defesa
dos interesses de quem representa, e eu me sinto represen-
tante do servidor público. É claro que pode ter divergência
entre as categorias, e, se tiver, vou ficar com a minha tática,
porque, se umas concordam e outras divergem, vou manter
a PEC. Agora, se todas discordarem, eu não tenho por que
insistir, mesmo se achar que estou certo.
O Sinal não só concorda com essa tática, como também
quer receber o senhor na Bahia. O convite está feito.
Eu me proponho a fazer esse diálogo também nos estados,
sem problema nenhum. Meu mandato é um mandato aber-
to, o meu mandato é um mandato de diálogo.
Vamos sair da discussão específica da PEC 443. Li um
artigo do professor Wanderley Guilherme em que ele
diz que as políticas sociais dos governos Lula e Dilma
revolucionaram este país, do ponto de vista da redis-
tribuição de renda e da inclusão, mas que a máquina
pública não acompanhou esse significativo avanço. Ou
seja, ainda estamos longe de um Estado do Bem-Estar
Social que dê conta da execução de políticas públicas tão
abril 2012 19

