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CRISE INTERNACIONAL
AdaliçIãsoldâenmdoicarática
País buscou um caminho próprio, que deu certo, punindo os bancos
responsáveis e não transferindo a conta para a população
A Islândia desceu do céu ao inferno em O segredo? Não permitir que o governo comunicação que dedicaram algum
apenas uma década, mas parece que estatizasse os prejuízos e transferisse a espaço ao país se limitaram a registrar
vai sair do limbo antes de potências conta para a população. o processo de retomada do desenvol-
maiores. A revolução sem armas islan- vimento com a ajuda de dinheiro do
desa já derrubou o Parlamento, criou A lição dada pela Islândia não Fundo Monetário Internacional (FMI),
uma nova constituição e levou para trás aparece nas páginas dos jornais nem sem entrar em detalhes sobre todas
das grades meia dúzia de banqueiros no noticiário das redes de televisão. as mudanças políticas provocadas pela
acusados de fraude. Como se tudo isso Ganhou destaque na abertura do reação dos islandeses à crise.
não bastasse, começa a dar os primei- documentário “Inside Job”, duas re-
ros sinais de recuperação econômica. portagens da revista Piauí, mas isso “O curioso é que a solução islande-
foi quase tudo. Os poucos veículos de sa foi colocada para escanteio aqui no
Brasil”, diz o professor Márcio Scalércio,
do Instituto de Relações Internacionais
da PUC-Rio. “É verdade que se trata de
um país pequeno, com menos habitan-
tes talvez do que Copacabana, mas o
caso lá foi de roubalheira pura.”
A Islândia é uma pequena ilha,
rodeada por ilhas e ilhotas ainda me-
nores, localizada no norte da Europa.
O arquipélago atinge uma área de
103 mil km² – quase um quarto do
tamanho de Florianópolis. A população
é de 320 mil pessoas – pouco mais
de duas vezes o número de moradores
de Copacabana. A economia é baseada
na indústria de pesca, responsável por
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